Por que o purgatório deve ser visto como um lugar de esperança?

Oliveira

A promessa do purgatório pode fortalecer nossa esperança ao nos revelar a beleza do amor de Deus por nós

O purgatório nem sempre é retratado como um lugar promissor. De fato, o purgatório costuma ser descrito como um lugar de purificação, onde passamos por muito sofrimento antes de entrarmos nas cortes celestiais.

Essa descrição, no entanto, pode ser enganosa. O Papa Bento XVI, por exemplo, reiterou que o purgatório deve ser um lugar de esperança, mencionando-o em sua encíclica Spe salvi. Ele escreveu:

“No momento do julgamento, experimentamos e absorvemos o poder avassalador de seu amor sobre todo o mal no mundo e em nós mesmos. A dor do amor torna-se a nossa salvação e a nossa alegria … O juízo de Deus é esperança, tanto porque é justiça quanto porque é graça … Se fosse apenas justiça, no final só poderia trazer medo para todos nós … a graça permite a todos ter esperança e ir com confiança ao encontro do Juiz que conhecemos como nosso ‘advogado’”.
A existência do purgatório pode nos dar esperança durante nossa vida na terra, afirmando-nos que Deus é um Juiz justo, um “advogado”, ao invés de um ditador arbitrário. Ele quer nos revestir de seu amor, não apenas nesta vida, mas também na próxima. Esse amor nos estimula, dando-nos esperança de que todo o bem que fazemos não seja em vão.

Purgatório: união à Igreja na terra

Além disso, o purgatório tem outra dimensão que deve nos dar esperança. É um lugar onde ainda estamos unidos à Igreja na terra, conforme aborda Bento XVI:

“Às almas dos defuntos, porém, pode ser dado « alívio e refrigério » mediante a Eucaristia, a oração e a esmola. O fato de que o amor possa chegar até o além, que seja possível um mútuo dar e receber, permanecendo ligados uns aos outros por vínculos de afeto para além das fronteiras da morte, constituiu uma convicção fundamental do cristianismo através de todos os séculos e ainda hoje permanece uma experiência reconfortante.”

Além disso, o Papa Bento XVI está se refere, à capacidade de rezar pelas almas dos fiéis que partiram, o que tem um impacto real em sua experiência de purgatório:

“Assim se esclarece melhor um elemento importante do conceito cristão de esperança. A nossa esperança é sempre essencialmente também esperança para os outros; só assim é verdadeiramente esperança também para mim. Como cristãos, não basta perguntarmo-nos: como posso salvar-me a mim mesmo? Deveremos antes perguntar-nos: o que posso fazer a fim de que os outros sejam salvos e nasça também para eles a estrela da esperança? Então terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal.”

Portanto, se você precisar de mais esperança em sua vida, pense no purgatório e no grande presente que Jesus nos deu naquele lugar intermediário.

Fonte: Aleteia

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